sábado, 7 de agosto de 2010

UM PAI VITORIOSO EM CRISTO



A bíblia é clara em afirmar que nós, os cristãos, estamos num mundo mal e que temos muitos inimigos contra nós, ou seja, potestades e principados.Que a nossa luta não é contra carne ou sangue, “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” - Ef 6.12.
O pai, como Sacerdote do Lar, Cabeça da Família, deve vigiar, pois ele e os seus estão em constante batalha espiritual. Mas esse pai, não precisa temer, pois a vitória é certa e virá. Veja: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” - 1Co 15.57.
O mundo jaz no maligno. Ele é um inimigo poderosíssimo. O pai vitorioso não pode subestimá-lo. Mas, ele sabe que pode vencê-lo pela fé – “... e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” - 1Jo 5.4.
E o que dizer da morte? Que pai nunca teve receio em pensar sobre a morte? Que pai nunca pensou como seria perder um filho, ou a esposa ou a própria vida? Mas, o pai vitorioso confia sua vida a Cristo. “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” - 1Co 15.55. Quando Cristo ressuscitou dentre os mortos Ele venceu a morte e esta vitória Ele transmitiu aos seus eleitos: “... Tragada foi a morte pela vitória” - 1Co 15.54.
Por isso, quero encorajar os pais que querem ser vitoriosos em Cristo, para apresentar seus filhos e toda a família no altar de Deus. Agir como sacerdote do Deus Altíssimo. Construir um altar ao Deus vivo e adorá-lo em família.
Seja vencedor! Pois, “em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”. Rm 8.37.
FELIZ DIA DOS PAIS!
Pelos laços eternos da CRUZ, Pr José Roberto

sábado, 10 de julho de 2010

DÊ UMA CHANCE A SUA VIDA


ACREDITE, Deus ama você!


Você pode não contar com o amor dos amigos, parentes e familiares. Mas o amor de Deus por você é real. O amor de Deus por você é:

(1) Espontâneo – Deus decidiu amar você antes que existisse qualquer partícula no universo. Antes que houvesse qualquer coisa criada, Deus decidiu amar você. Este amor de Deus por você não é condicional. Deus não ama você porque você é bonito, rico ou pobre, magro ou gordo, branco ou mulato. Ou porque você fez alguma coisa boa. Deus decidiu amar você, apesar de você.

(2) Eterno – significa que não tem início ou fim. Está além dos limites imaginários pela mente humana. Este amor é eternizado no próprio Deus que é eterno.

(3) Infinito – isso quer dizer que mesmo sendo transbordante e abundante este amor cabe dentro de você. O amor de Deus não pode ser medido, guardado em recipiente. Não há diques, represas, contêineres ou mesmo espaço suficiente no universo para reter o amor de Deus por você.

(4) Imutável – o amor de Deus por você não muda quando você erra, ou falha ou peca contra Deus. Deus não deixa de amar você apesar d’Ele não aprovar o seu pecado. Esse amor divino por você não está condicionado ao que você é ou ao que você faz. Sendo a essência do próprio Deus amor, Ele mesmo é amor. A bíblia diz que em Deus não “há sombra ou variação de mudança”. Assim, o amor de Deus por você também não muda e não diminui.

Portanto, viva a sua vida na presença de Deus na certeza de que nada e ninguém poderá separá-lo do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm 8.28ss).

__Pr José Roberto | www.ipdiv.org.br

terça-feira, 29 de junho de 2010

A FORÇA DO EXEMPLO

Assisti recentemente a um documentário em que educadores e psicólogos discutiam sobre as causas do comportamento da juventude, tais como o crescimento da violência, o vício das drogas desde cedo, na pré-adolescência, adolescentes grávidas, e outros problemas atuais.
A conclusão foi a de que tudo começa em casa, no comportamento e no tratamento dos pais, pois as crianças absorvem muito mais o que vêem do que o que são ensinadas. Não funciona para ela: “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço”.
Um grande percentual de crianças que entraram para o mundo das drogas começou com os pais fumantes e, grande parte dos alcoólatras, foi induzida a este caminho pelos pais que bebiam em casa e ofereciam desde cedo a bebida aos filhos. Também os maus tratos contribuem para personalidades marcadas por traumas ou para se tornarem violentas.
O que me chama a atenção é que não há nenhuma novidade nestas conclusões. A Bíblia já dizia - e isto há milênios passados - através do sábio Salomão: “Instrui o menino no caminho em que deve andar e até quando crescer não se desviará dele” (Provérbios 22:6). Isto nos mostra a importância do cuidado que os pais devem ter na educação dos seus filhos. Não basta ensinar o certo, é preciso fazer o certo. De que adiante o pai que fuma dizer ao filho para não fumar, ou a mãe que bebe dizer ao filho para não beber? Muitos pais estão tão ocupados que não tem tempo para dar atenção aos filhos o que os leva a procurar atenção fora de casa e muitas vezes encontram alguém que os induzem às drogas. Pais que brigam na frente dos filhos assumindo atitudes reprováveis sejam pelo desrespeito da esposa para com o marido, ou da grosseria do esposo para com a esposa, além de mau testemunho, se forem cristãos, estão imprimindo na alma dos filhos que família não é um projeto de Deus, mas uma invenção do Diabo para trazer a infelicidade das pessoas. Infelizmente no meio do povo de Deus também há lares onde os pais amaldiçoam seus filhos, não se respeitam e, pelo mau testemunho, afasta os filhos do caminho do Senhor. O desafio é podermos dizer realmente: “Eu e minha casa servimos ao Senhor”.
Estamos vivendo um novo tempo. É tempo de mudanças de atitude. Para tanto é importante reconhecermos os nossos erros e não ficarmos apontando os dos outros. Deus quer que nossa família seja um ninho de amor para nós, os pais e para os filhos. Só depende de nós.


__Pr José Roberto | Por uma jornada feliz.
Acesse: www.ipdiv.org.br

quinta-feira, 24 de junho de 2010

UM OLHAR GACIOSO


“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão” - Mateus 7.3-5

Reflexão

Jesus gostava de hipérbole, aquele exagero usado para dar ênfase. Aqui o ponto é quase cômico. A figura do objeto no olho deixa mais claro seu ponto em versículos 1-2. Para uma pessoa enxergar um cisco no olho do outro ela deve estar extremamente próxima e procurando alguma falha. Para que ela estaria chegando tão perto e procurando erros? O que Jesus está condenando é o espírito crítico, a atitude que só consegue enxergar falhas nos outros ou que, vendo erros, logo julga a pessoa com severidade. É uma verdade geral que a pessoa que habitualmente julga os outros com todo rigor ainda não enxergou quão grande são suas próprias falhas. Embora haja pessoas que excedem nisso, a maioria de nós ainda

“costuma ver nossa própria injustiça com lente de redução, enquanto a do outro com lente de aumento”
como notou Fritz Rienecker. A solução é olhar os outros com a misericórdia que queremos que Deus use para conosco. Duas coisas que não devemos julgar são os motivos dos outros (1Coríntios 4.5), e questões de costume e opinião pessoal (Romanos 14.1-8). Quando houver erro vamos agir com mansidão (Gálatas 6.1) e julgar com misericórdia (Colossenses 3.13). E vamos começar olhando primeiro para nós. Quando reparamos o quanto há para mudar em nós mesmos, vamos estar bem mais aptos para ajudar outros.

Sugestão de Oração

“Gracioso Pai, como eu preciso olhar mais de perto para meus próprios erros. É tão fácil julgar os outros e esquecer-se dos meus pecados. Na medida em que eu vejo as falhas dos outros, que eu possa enxergar o que eu espero que o Senhor veja quando olha para mim – um filho amado. Conceda a todos nós um espírito quebrantado e arrependido. Só o Senhor pode fazer isso. Em nome de Jesus oramos. Amém!”.
Extraído de http://www.hermeneutica.com/jd/1/0624.html

sábado, 19 de junho de 2010

PAI: UM HOMEM QUE FAZ A DIFERENÇA


"Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal" - Jó 1.1

· Nossa sociedade está precisando de modelos. Falta referenciais positivos para a presente geração.

· A paternidade é uma missão nobilíssima que requer preparo, dedicação e abnegação.
· A paternidade responsável é uma das maiores carências dos nossos dias.
· Sem ela a família fica acéfala ou enfrenta gigantescas dificuldades para superar o hiato deixado pela sua ausência.

O exemplo de um pai que pode servir-nos de modelo: Esse homem é Jó.

Quais as virtudes encontradas em Jó que são necessárias ao pai que deseja fazer a diferença nos dias atuais?

1. Jó tinha uma vida íntegra.

a. Esse é o conceito que Deus tem a seu respeito: “...homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.” (Jó 1.8).
b. Na verdade, não havia ninguém na terra semelhante a ele. Sua vida era ilibada. Seu caráter era irrepreensível. Ele era modelo para os seus filhos. Seu ensino era respaldado pelo seu exemplo.
c. Ele vivia o que ensinava. Ele educava os seus filhos não apenas pelo que falava, mas sobretudo pelo que demonstrava com sua vida.

2. Jó cultivou a amizade entre os seus filhos.a. Os filhos de Jó eram amigos uns dos outros (Jó 1.4).

b. Isso só é possível quando os pais instilam esses princípios no coração dos filhos.
c. Jó certamente não vivia comparando um filho com outro, despertando neles ciúmes e inveja. Jó investiu na unidade da família.
d. Ele se esforçou para que seus filhos vivessem em constante harmonia. Os filhos de Jó eram pessoas que aprenderam a celebrar a vida com alegria e em comunhão uns com os outros.

3. Jó velava constantemente pela vida espiritual de seus filhos.a. Jó 1.5 diz: “Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava...”.b. O ensino e o zelo pela formação espiritual de seus filhos não foi um esforço despendido apenas na infância.

c. Jó continua confrontando, educando, santificando, exortando e abençoando seus filhos mesmo depois de adultos.
d. Ele não abre mão da sua responsabilidade de pai que quer inculcar no coração de seus filhos os valores do céu. Por isso, chama seus filhos e os santifica.

4. Jó era intercessor dos seus filhos.a. Jó não abria mão de orar pelos seus filhos de madrugada.

b. Ele era um homem de negócios. Era rico. Tinha muitos compromissos. Tinha uma agenda congestionada.
c. Mas a sua prioridade era levantar de madrugada para interceder pelos seus filhos. Era sacerdote do seu lar.
d. “...levantava-se de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos, e blasfemado contra Deus em seu coração...” (Jó 1.5).

5. Jó era perseverante na oração pelos seus filhos.a. O texto de Jó 1.5 prossegue e diz: “...assim o fazia Jó continuamente.”

b. Muitos pais oram durante algum tempo, mas logo desistem de interceder com fervor e persistentemente pelos seus filhos.
c. A presente geração precisa desesperadamente de pais perseverantes na oração, de pais intercessores.
d. Temos muitos pais que não sabem o que é levantar de madrugada para orar pelos seus filhos.
e. Temos muitos filhos que não vêem seus pais de joelhos, clamando aos céus pelas suas vidas.
f. Oh, que Deus desperte uma geração de pais que possam ser modelos para seus filhos, como o foi Jó.

Que o Senhor nos ajude! Que ele nos capacite para sermos pais que façam a diferença nos dias de hoje. 
Que nossos filhos possam dizer: “Quero ser como o meu pai quando eu crescer”.

__Pr José Roberto | Por uma jornada feliz.
Acesse: www.ipdiv.org.br

sexta-feira, 18 de junho de 2010

SER PASTOR


Qual o sentido dessa palavra? Ser pastor! Uma afirmação tão pequena, mas repleta de tanto significado!

Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista. Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.


Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantém rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua. Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.


Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que gradua-se na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital. Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando. Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz.


Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens. Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto se ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós. É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.


Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina. Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.


Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração. Ser pastor é ser justo. Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim. Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.


Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessitado no horário da necessidade. Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs. Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando nAquele que é o galardoador dos que o buscam. Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.


Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis. Ser pastor é não fazer da esposa um saco de pancadas, onde descontar sua fragilidade e cansaço. Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é "repartível". Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão. Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um "assim diz o Senhor", uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.


Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal. Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo. E, quando solteiro, tornar a sua castidade e dignidade modelo dos fiéis, enaltecendo ao Senhor, razão de sua vida.


Ser pastor é pedir perdão. Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobresa e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre. Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.


Ser pastor é crer quando todos descrêem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus. Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel. Ser pastor é contagiar, e não contaminar. Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus. Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis.


Ser pastor é saber envelhecer com dignidade, sem perder a jovialidade. É ser amigo dos jovens e companheiro dos adultos. Ser pastor é saber contar cada dia do ministério como uma pérola na coroa de sua história. Ser pastor é ser companhia desejada, querida, esperada. É saber calar-se quando o silêncio for a frase mais contundente, e falar quando todos estiverem quietos. Ser pastor é saber viver. Ser pastor é saber morrer.


E quando morrer, deixar em sua lápide dizeres indeléveis, que expressem na mente de suas ovelhas o que Paulo quis dizer, quando estava para partir: "combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé". Ser pastor é falar mesmo depois de morto, como o justo Abel e o seu sangue, através de sua história, de seu exemplo, de seus escritos, de suas gravações. Ser pastor é deixar uma picada na floresta, para que outros venham habitar nas planícies conquistadas para o Reino do Senhor. Ser pastor é fazer com que os filhos e os filhos dos filhos tenham um legado, talvez não de propriedades, dinheiro ou poder político, mas o legado do grande patriarca da família, daquele que viveu e ensinou o que é ser um pastor.


Eu sou pastor.


Obrigado, Senhor!

Pr José Roberto de Oliveira

Igreja Presbiteriana de Divinópolis/MG

Extraído de http://prcarloselias.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de junho de 2010

DECEPÇÃO

Quantos não estão sofrendo algum tipo de patologia por causa de alguma experiência desastrosa na vida? Quantos não estão decepcionados com alguém que um dia foi uma pessoa muito importante para sua vida? Em se tratando de pastores e ovelhas, não são poucos os casos em que um fere o outro e o outro fere um.

Tenho 15 anos de ministério pastoral. Neste tempo todo de ministério certamente feri algumas pessoas com palavras e atitudes que, para mim, era o certo a dizer e o certo a fazer por causa de minha pouca experiência e maturidade. Fiz tudo em nome do bom zelo.


Depois de um tempo de reflexão e com um pouco mais de experiência e maturidade espiritual e ministerial concluí que se pudesse voltar no tempo e desfazer o dano, faria com todo prazer.


Entretanto, a via é de mão dupla. Como homem que sou, sujeito a muitas falhas, pecados e reações emocionais como qualquer pessoa, também fui ferido. Às vezes o ministério nos reserva momentos dolorosos, solitários e ingratos. Nós, pastores que se esforçam em fazer a vontade de Deus para a glória de Deus e edificação da igreja, somos, muitas vezes, mal compreendidos. Não importa quantas vezes você tem acertado. Não importa quantas horas você tenha dedicado em oração, em aconselhamentos e ministrações. Basta um vacilo, um equívoco, um erro (perdoável) para você ser execrado e, de repente, passar de herói a vilão.

A decepção que algumas pessoas experimentam com relação ao homem, tem sua origem na excessiva expectativa colocada sobre os ombros do "Homem de Deus". É um sintoma de que tirou os olhos de Jesus e os fixou no homem. Passou a enxergar o pastor como um 'super-homem' isento de falhas e pecados. Aliás, tais coisas passam a ser um privilégio apenas para os meros mortais. Esta ovelha se esquece da humanidade do pastor. Que ele é homem como qualquer outro homem e sujeito às mesmas necessidades e limitações. Exige do pastor uma perfeição tal que o sufoca e também o oprime. Espera que todos os seus problemas sejam resolvidos pelo pastor ou que todos os seus questionamentos sejam respondidos de pronto. É como se o pastor fosse um xamã espiritual. Um carma positivo sempre ao lado de tal pessoa.


Ao longo de todos estes anos, tenho me esforçado a ensinar a igreja a depender única e exclusivamente de Jesus Cristo. Tenho tentado fazer com que a igreja entenda que todos os recursos para se obter uma vida abundante e cheia de graça estão no amor incondicional de Jesus, o Único Pastor Perfeito que jamais nos decepcionará. Os crentes (e os membros) seriam pessoas mais felizes se atendessem o conselho do autor do livro de Hebreus no capítulo 12, versículo 2, quando nos diz: "olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus".


Pare de sofrer! Pare de viver com amargura em seu coração. Não deixe que o monstro do ressentimento, da dor, da raiva e da ira cresça em sua alma sufocando a alegria da sua salvação. Olhe para o Senhor Deus Libertador e Salvador e experimente um novo tempo: "Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro". Libere perdão e seja feliz. Perdoar é mesmo que "jogar para fora". É expulsar do teu coração todo o mal contra aqueles que te feriram. Faça o que você gostaria que fosse feito com você: PERDOE!

__Pr José Roberto | Por uma jornada feliz.
Acesse: www.ipdiv.org.br