(2Reis 7.9b)
Imagine a cena: uma cidade cercada por um forte e violento exército de
mais de 120 mil homens bem armados. Nada entrava e nada saía da cidade. Lá
dentro uma terrível calamidade pousava sobre os seus moradores a ponto de
morrerem de fome. Tanta era a fome que compravam a cabeça de um jumento, animal
imundo, por um preço equivalente a dez meses de trabalho e uma porção de
esterco de porco, usado para queimar e cozinhar a carne, por duas semanas de
trabalhos.
Certo dia, duas mulheres, pediram ao rei de Israel que interviesse numa
discussão entre elas quanto a cozinhar ou não o filho de uma delas para comer.
Este episódio dá o tom da gravidade da situação. O rei, diante daquela cena,
rasgou as suas vestes, cobriu-se de cinzas e acendeu a sua ira contra o profeta
Eliseu e contra o próprio Deus, como se tudo isso estivesse acontecendo por
culpa do profeta e do próprio Deus e não dos israelitas que desviaram-se dos
caminhos do Senhor.
Entre a fome e o exército de Ben-Hadade, estavam à porta de Samaria quatro
leprosos que foram expulsos da cidade por causa da doença contagiosa. Eles
discutiam entre si, dizendo: “Por que
ainda estamos aqui? Aqui morreremos e na cidade também. Vamos ao acampamento
dos siros; se nos deixarem viver, viveremos; se nos matarem, tão somente
morreremos!” (2Rs 7.4). Quando chegaram lá, encontraram o acampamento
vazio, sem soldados, mas cheio de comida e água. Porque à noite o Senhor fez
que todo acampamento Sírio ouvisse a marcha de um exército poderosíssimo e, de
medo, fugiram deixando tudo para trás.
Os leprosos comeram e se fartaram até que um deles disse: “Não fazemos bem; este dia é dia de
boas-novas, e nós nos calamos” (2Rs 7.9b). Voltaram e anunciaram as boas
novas ao rei e este, depois de averiguar tudo, autorizou o povo para que saísse
da cidade e tomassem dos despojos dos sírios de modo que o povo comeu e se
fartou e foram libertos do cerco inimigo.
O diabo, nosso adversário, tem mantido em cativeiro muitas pessoas que
conhecemos e amamos. Estão morrendo de fome e
sede de Deus. E, mesmo assim, muitas vezes não fazemos quase nada. Nós já fomos
libertos e já comemos dos manjares celestiais, das delícias da comunhão com
Deus, desfrutando das maravilhas do Senhor. Mas, quando nos calamos e não anunciamos aos perdidos as boas novas de salvação, agimos egoisticamente.
Deus nos libertou e nos salvou para anunciar as boas novas de salvação. A Bíblia diz: “Que formosos são sobre os montes os pés do
que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que
faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is 52.7).
Hoje é dia de boas novas. Portanto, não fazemos bem em calar-nos.
Falemos das boas novas de salvação. Falemos de Cristo mais e mais.
“Quem salva a alma não é o homem que traz a
Palavra, mas a Palavra que ele traz”
Thomas Arthur

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