Para os costumes do judaísmo, o mandamento a ser seguido era: "Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo" (Mt 5.43). O próximo, para o judeu, era o seu vizinho e, precisamente, tinha que ser judeu. Jesus reinterpreta este mandamento dizendo: "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mt 5.44). Isso quer dizer que o nosso próximo nem sempre será alguém favorável a nós, às nossas ideias e opiniões. É alguém que pode nos odiar e desejar-nos o mal. Mesmo assim, devemos amá-lo intencionalmente.
Nós somos o canal do amor de Deus para as pessoas fragilizadas, amarradas pelo ódio, aprisionadas pela amargura. Somente pelo amor serão libertadas. Ame intencionalmente. Ame sem esperar nada em troca. Ame mesmo não sendo correspondido. Apenas ame.
Mas, Jesus acrescentou um ingrediente ainda mais difícil para o nosso orgulho: "Orai pelos que vos perseguem". Sim, Jesus está dizendo para orarmos por aqueles que querem ver a nossa destruição. Orar pelos que falam mal, caluniam, armam ciladas, difamam. Estêvão, enquanto era apedrejado, viu o céu aberto e diante da gloriosa visão, orou: "Senhor, não lhes imputes este pecado" (Atos 7.60). Ele imitou o Senhor Jesus que quando estava na cruz, proferiu palavras semelhantes (Lc 23.34). Também temos que fazer o mesmo.
Tenho aprendido que quando oramos, Deus não muda, mas, nós mudamos. Mudamos a forma de ver o nosso próximo. Mudamos os sentimentos que temos pelo próximo. Vemos-lo como um como nós somos. Quando oramos pelos que nos perseguem protegemos nosso coração contra tudo que pode nos separar de Deus. A Bíblia diz: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida" (Pv 4.23). Quando oramos pelo nosso próximo, com os olhos da fé, vemos o céu aberto e contemplamos a glória do Senhor.
Então, pense: Se devemos amar o inimigo e orar pelos que nos perseguem, é possível ser cristão odiando o irmão na fé de quem não concordamos ou negando-nos a orar por ele? “A suspeita subtrai, a fé adiciona, mas o amor multiplica. Ele abençoa duplamente: aquele que o dá e aquele que o recebe” (C. T. Studd).
__Pr José Roberto | www.ipdiv.org.br
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